domingo, 8 de julho de 2007

Medo de dizer te amo



Um cientista coloca um ratinho numa gaiola. No início, ele ficará passeando de um lado para o outro, movido pela curiosidade. Quando sentir fome, irá à direção do alimento...
Ao tocar no prato, no qual o pesquisador instalou um circuito elétrico, o ratinho levará um choque forte, tão forte que, se não desistir de tocá-lo, poderá até morrer. Depois do choque, o ratinho correrá na direção oposta ao prato.

Se pudéssemos perguntar-lhe se tem fome, certamente responderia que não, porque a dor provocada pelo choque o faz desprezar o alimento.

Depois de algum tempo, porém, o ratinho entrará em contato com a dupla possibilidade da morte: a morte pelo choque ou pela fome.

Quando a fome se tornar insuportável, o ratinho, vagarosamente, irá de novo em direção ao prato.

Nesse meio tempo, no entanto, o pesquisador desligou o circuito e o prato não está mais eletrificado. Porém, ao chegar quase a tocá-lo, o medo fica tão grande que o ratinho terá a sensação de que levou um segundo choque.

Haverá taquicardia, seus pelos se eriçarão e ele correrá novamente em direção oposta ao prato.

Se lhe perguntássemos o que aconteceu, a resposta seria: “Levei outro choque”. Esqueceram de avisá-lo que a energia elétrica estava desligada! A partir desse momento, o ratinho vai entrando numa tensão muito grande.

Seu objetivo, agora, é encontrar uma posição intermediária entre o ponto da fome e o do alimento que lhe dê uma certa tranqüilidade.

Qualquer estímulo súbito, diferente, que ocorrer por perto, como barulho, luminosidade ou algo que mude o ambiente, levará o ratinho a uma reação de fuga em direção ao lado oposto do prato.

É importante observar que ele nunca corre em direção à comida, que é do que ele realmente precisa para sobreviver.

Se o pesquisador empurrar o rato em direção ao prato, ele poderá morrer em conseqüência de uma parada cardíaca haja vista que tem excesso de adrenalina causado pelo medo de que o choque primitivo se repita.

É provável que você esteja se perguntando: “Muito bem, mas o que isso tem a ver com o medo de amar?”

Tem tudo a ver. Muitas vezes, vemos pessoas tomando choques sem sequer tocar no prato.

Quantas vezes você teve vontade de convidar alguém para sair, para conversar, para ir à praia ou ao cinema, e não o fez, temendo que a pessoa pudesse não ter tempo ou não gostasse de sua companhia e, desse modo, acabou sentindo-se rejeitado – sem ao menos ter tentado?

Quantas vezes você se apaixonou sem que o outro jamais soubesse do seu amor?

Quantas vezes você abandonou alguém, com medo de ser abandonado antes?

Quantas vezes você sofreu sozinho, com medo de pedir ajuda e ficar dependente “de alguém”?

Quantas vezes você se afastou de um grande amor, com medo de se comprometer?

Quantas vezes você não se entregou ao amor por medo de perder o controle de sua “liberdade”?

Quantas vezes você deixou de viver um grande amor com medo de sofrer de novo...

Quantas vezes você tomou um choque sem tocar no prato?

Pense nisso! E arrisque-se...

É melhor tentar e perder do que viver na incerteza!

2 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Grande verdade descrita no texto "Medo de dizer te amo". O amor por mais recompensador que seja traz para as pessoas que amam sofrimentos. Mas sofrimentos que valem apena ser suportados, e que na verdade só suporta quem tem amor. Mas mesmo assim o medo vem agir, pois já se decepecionaram muito, e acabam tendo medo de amar. Quem acaba enfrentando o medo encontra a recompensa.
Lindos textos você colocou aqui no seu foto blog, parabéns, você é uma poetisa. hehehehehehehehe beijão.