
Rosa-Ângela
Queixava-se de dor de cabeça quase sempre, enxaquecas eram constantes, tanto que nos acostumamos, nunca se formulou a hipótese de ela não ser saudável; afinal, quem julgaria dor de cabeça como doença? Apesar de ter quatro filhos não muito unidos e a saúde apenas aparente, mantinha-se em seu lugar: era a coluna da casa.
No entanto percebi que em um determinado tempo ela estava diferente, andava muito estressada, agia como nunca havia agido. Porém aquele ano estava sendo horrível para mim haja vista que muitos problemas haviam surgido em minha vida (parece que o destino personifica-se e resolve trazer tudo de ruim de uma só vez) e eu pensei que fosse fruto de minha imaginação por estar muito vulnerável.
Estávamos no período das férias, próximo ao meu aniversário, mas eu não tinha grandes expectativas, todavia pensei que minha situação não pudesse piorar. Enganei-me. Ela tivera o sonho... Sonhou com a morte... Dois dias depois, recebi a notícia: ela estava no hospital. Fui visitá-la chorando muito, estava apática, mas seus olhos irradiavam o amor que sentia por mim. Apesar de triste, não pensei que fosse passar de um susto, acho que ninguém pensou, nem ela.
Fui proibida de demonstrar sentimentos a ela, tinha que fingir estar tudo bem... Quinze dias no C.T.I. se arrastaram e voaram... Hoje entendo mais do que nunca a importância de se ter uma mãe. Depois desse desastre nada foi igual, a culpa veio tão forte
2 comentários:
demais, demais, demais... o texto ta ótimo mais... "nunca deixe de falar o que vc senti por alguem para depois, pq depois pode ser tarde demais" lembre-se disso.... mais eu gostei muito, xeru gatona...
lindo texto prima, me emocionei bastante pois tinha ela como mae e agora como anjo... nunca vou esquecer dela, sempre vou lembrar c aquele sorriso lindo e irradiante. Bjossssssssssssss p vc te doloo viu!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Postar um comentário